IS HOJE | Agroecologia, podemos ir mais longe

EQUALIS | 28 de março 2021 | IS Hoje

por RITA MARINHO 

Agroecologia e produção local devem ser pensados em Sistemas Alimentares Locais 

O que significa: a alimentação, entendida de modo global que implica procura/consumo (acesso a bens alimentares de qualidade a preço acessível) e oferta/produção (modos de produção, distância ao consumidor) devem ser integrados em “Sistemas”. 

Estes Sistemas deverão, para cada território, constituir instrumento de desenvolvimento territorial – emprego, valorização de produtos endógenos; justiça social e soberania alimentar – autossuficiência alimentar, saúde e bem-estar, supressão de carências alimentares de modo estrutural e não pontual e regeneração da biodiversidade – agricultura de pequena escala, diversa, que promove e protege áreas de coberto vegetal natural.

Especificidades territoriais

Pertinência: Farm to Fork Strategy, Estratégia Europeia para a Biodiversidade, Plataforma da EU para o Desperdício Alimentar, Lei n.º 34/2019, de 22 de maio (permite contornar o critério preço na aquisição de produtos alimentares sustentáveis e de produção local nas cantinas e refeitórios públicos). 

Como? Identificar especificidades territoriais que possam ser enquadradas no sistema alimentar (capacidade de produção existente e potencial, hábitos de consumo, carências alimentares, dinâmicas coletivas e associativas de caracter social, cantinas públicas); definir cenários e objetivos, identificar agentes que possam integrar e enriquecer o sistema e respetivas formas de organização; formar para produzir e consumir melhor; integrar os Sistemas Alimentares Locais nos processos de planeamento do território. Trata-se de um “downscaling” integrado de diretrizes da União Europeia, mas cuja importância extravasa a sua origem. 

Cantinas de Torres Vedras

Exemplos: Torres Vedras (cantinas públicas fornecem confecionam refeições a partir de produtos adquiridos a produtores locais em MPB, Idanha-a-Nova Bio-regiões, Mértola.. 

DESAFIOS: como conseguir envolver as pessoas e alterar dinâmicas de produção e consumo, como fazer dos Sistemas Alimentares Locais um desígnio de planeamento? 

Rita Marinho, colaboradora da Agri Magazine e dinamizadora de projetos locais de agroecologia

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